A personalidade individual de cada ser comporta sua bagagem de aprendizados assimilados nos diversos estágios em que esteve buscando avidamente conquistar a sua evolução.
Muitas vezes recebeu excelentes oportunidades, previamente programadas, mas falhou e teve que recomeçar do ponto de partida. O Criador, com seu amor incondicional, concederá quantas vidas forem necessárias, até que o ser possa conquistar a graduação máxima.
O maior entrave, citado por Jesus, é o egoísmo e seu filho, sempre presente, o orgulho. Estes inibem o progresso individual e coletivo da humanidade, portanto devemos extirpar essas chagas de nossas vidas. Na prática da humildade e da caridade, estaremos sintonizados com as leis morais e a justiça divina, condicionando-nos ao bem.
Ao final de cada estágio, não teremos que aguardar pelo juiz supremo, mas enfrentaremos a nossa consciência, que a tudo registra. Teremos assim que arcar com nossas ações, palavras e intenções direcionadas para o nosso aprendizado. A culpa jamais deve ser carregada, como uma mochila pesada, mas como o aluno ainda imaturo que erra, para logo em seguida acertar, deve-se absorver o aprendizado e em seguida, descartar, como um rascunho que não nos serve mais.
Quanto mais maduros, sob o ponto de vista espiritual, não nos limitaremos a sentimentos baixos, muito menos aos instintos. O tempo merece respeito e portanto não deve ser desperdiçado com picuinhas, maledicências ou comportamentos que já não nos aflige, pois perdoamos por havermos conquistado o amor, ainda não incondicional, mas o amor que reserva indulgência, piedade e exige solidariedade.
Um dia, quando a humanidade estiver mais espiritualizada, valorizando o ser, demonstrará empatia, gratidão, paciência e nada mais de contendas, discriminações, ingratidões. Um novo lema fará da bondade o reservatório presente em cada ser, individualmente ligado ao criador, através de sua essência.