Quanto mais conscientes da nossa realidade espiritual, mais indulgentes devemos nos tornar ante as mais diversas escolhas desastrosas a que nossos irmãos frequentemente fazem, gerando remorsos e dores.
Muitas vezes, tendo sido bem orientados e recebendo o privilégio de uma boa educação, os espíritos ainda imaturos e enfraquecidos se deixam levar pelas tentações de fundo material, colhendo na própria existência as duras consequências de atitudes egoístas. Ao retornarem à pátria espiritual, percebem o quanto se endividaram e pedem que sejam submetidos a uma ou mais vidas de privações e devotamentos àqueles que causaram prejuízos e dores.
Deus, em sua misericórdia infinita, permite as provas escolhidas, para que estas possam servir de sustentação a uma nova postura, desta vez mais raciocinada e direcionada ao verdadeiro sentido da vida, que é o amor.
Ao compreendermos este mecanismo de justiça, passamos a observar criaturas com deficiências físicas, que demonstram contentamento por estarem expurgando um passado delinquente e vislumbrando novos valores a serem conquistados na prática da humildade e da resignação.
Quando o egoísmo, o orgulho, a ganância, a vaidade forem práticas extintas em nosso planeta, haverá espaço para o ser regenerado, cujo real objetivo existencial será o de fazer o outro feliz, servindo a todos com um sentimento ainda desconhecido pela maioria, o amor incondicional.
Este nobre sentimento irradia luz, irmana a todos os seres da criação e desperta a centelha divina que existe e sempre esteve presente em cada um e quando reconhecido gerará uma fé ainda mais pura e eficaz, capaz de trazer: a paz, onde antes havia guerra, a abundância, onde antes havia fome, o verdadeiro amor fraternal, onde antes havia ódio, a saúde onde haviam doenças, a segurança já que tudo é de todos e ninguém mais estará focado no ter, mas sim no ser.
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