Temos conhecimento que, desde os mais remotos tempos, o homem registra os seus sentimentos através dos desenhos nas mais variadas cavernas que contam milhares de anos. Sendo assim, aquele ser, considerado primitivo, já destacava sua comunicação, querendo deixar a sua marca para as futuras gerações e motivando a outros a darem continuidade àquele trabalho.
Nos tempos modernos, grandes foram os artistas plásticos a personificar suas obras que manifestaram o desejo de consagrar a arte como objeto fundamental do crescimento e sua transformação.
Hoje, grande e expansivo é o crescimento da arte como um todo, provocando o despertar do ser e a cada vez mais se consolidando na expressão de sua essência divina.
Música, revelando poder de cura e envolvimento espiritual, posicionando o anseio pela plenitude. A literatura se expandindo e revelando novos mundos, fazendo daquele ser, antes limitado, agora consciente da sua grandeza que busca a sabedoria pela evolução do seu espírito e de todos que o cercam. O teatro, buscando revelar de forma dinâmica o crescimento através das muitas oportunidades de aprendizado e suas reais conquistas. Assim a dança, o cinema, a arte revelando a busca da criatura a se expandir e deixar-se guiar pelo divino.
Neste momento de transição planetária, onde uma grande quantidade de pessoas se mostram perdidas entre o crer no divino, aceitando que nada foge ao seu controle, e o egocentrismo, que dá prioridade ao ter, menosprezando todas as oportunidades de crescimento espiritual, vinculando-se aos apegos, às sensações e suas tristes consequências. É preciso evidenciar de forma transparente a posição escolhida.
A arte injeta em nós todas as formas de projeção, pois seu conteúdo é absorvido de forma a envolver e desenvolver um ser iluminado, criativo e pronto para os desafios a vencer.