Em certa ocasião um rapaz me abordou para me furtar, imediatamente entreguei tudo o que havia de valor e antes de sair ele pediu que eu retirasse o meu anel e eu a ele entreguei. Quando ele estava de partida eu disse:
- Vá com Deus, rapaz. Que um dia você pare com isso. Eu te perdoo e te liberto.
Sinceramente, senti imensa piedade do rapaz, que tinha um bom porte, bonito e que poderia estar estudando, trabalhando para adquirir recursos e não se valendo de uma atitude tão desprezível, mas como eu não tenho, e ninguém tem o direito de julgar, apenas ofereci o meu perdão e é assim que devemos agir, afinal todos aqueles objetos eu adquiri com meu trabalho, e tive condições de adquiri-los novamente, pois tenho saúde, honra e decência.
Enchamos os nossos corações de amor e imaginemos um mundo onde não veremos mais este tipo de atitudes, cada qual tendo a ética e a moral como alavancas de progresso, unidos buscando nos fortalecer, deixando de lado o apego aos bens materiais e priorizando a consciência tranquila, serena. Cada um trilhando a rota segura das virtudes bem praticadas e alcançando o tesouro que Jesus nos prometeu: aquele que nem a traça nem a ferrugem corroem.
Como confio na justiça divina, sei que aquele irmão terá que restituir o que me foi tirado, já que na contabilidade divina tudo fica registrado.
Busquemos na pratica do amor e da caridade o plantio das sementes que nos foram ofertadas e lá na frente reconheceremos nosso terreno farto de frutos saborosos.
A semeadura é livre, a colheita é obrigatória.
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